Riacho do Meio.
Francisco Pereira, pelos seus familiares próximos, era mais conhecido por: Padrinho Chiquinho. Era pai de vários filhos como: Joaquim Pereira, Sabino Pereira, Serafim, Antônio, José Manoel, Balbina, Tereza e Maria. Francisco Pereira depois de alguns trabalhos agrícolas resolveu construir dois (2) açudes, com a finalidade de tratar de plantio de cana-de-açúcar, a fim de fabricar rapaduras e aguardente. Um dos açudes acima citado, tornou-se inconveniente porque tomava grande área que se prestava muito para o plantio da cana e assim sendo, o seu construtor resolveu destruí-lo. Por isso, ficava apenas um, mas como se encontrava, em uma posição que se podia dizer estratégica, este regaria sem dúvida alguma, todo o plantio acima referido. Além do plantio da cana, Francisco Pereira e familiares, cultivavam também: milho, feijão, algodão e posteriormente, o cultivo da mandioca. Anteriormente a tudo isso, no que se refere a respeito dos trabalhos e produtos agrícolas, claro que houve em primeiro lugar, construções de moradia, a fim de abrigar toda essa gente já referida.
Naquele tempo as moradias eram construções rústicas, tratando-se de casas ou casebres, feitos de taipas (barro), e cobertas de telhas, também de barro. Acontece, que esse tipo de coberturas com telhas de barro, na zona rural, ainda prevalece nos dias atuais. Admite-se que, a casa de Francisco Pereira, foi construída um pouco próxima do açude pelo mesmo, ficando ligeiramente na direção de leste. Em seguida, na mesma direção, foi erguido o primeiro Engenho, o conhecido na época: Engenho de Pau. Aí, além disso, foi levantada uma casa de farinha, onde se fazia tudo quando era necessário, no que concerne sobre mandioca. Tudo sobre a competência desse trabalho dava-se o nome de: Aviamento. Ligado à mesma casa havia também a fabricação de aguardente (cachaça) para isso, ali existia o Alambique, conforme ainda hoje, perdura esse nome. Com esse movimento estava formado uma verdadeira empresa. Nesses trabalhos, houve a honrosa e diligente participação da senhora Maria Bezerra de Sousa, esposa de Francisco Pereira. Esse nome devia ter sido lembrado de inicio, mas por lapso só agora foi expresso. Conforme apanhado a atuação de Francisco Pereira foi exercida do ano de 1810 a 1870, ficando como seguidores, seus próprios descendentes. Bem à medida que Riacho do Meio ia crescendo na sua indústria, era muito lógico que também crescesse as moradias de seus habitantes, de seus filhos.
Com a morte de Francisco Pereira, houve o afastamento da maioria dos seus filhos, indo se radicar e povoarem os lugares que hoje é: Bé, Tambor, Matutos, Urubu, Arara, Cocos. Alguns descendentes destes se deslocaram para outros Estados do Brasil, conforme notícias de certos comentaristas. Joaquim Pereira, como se sabe, um dos filhos de Francisco Pereira foi o que mais prosperou na localidade. A ele coube, continuar, com os trabalhos que seu pai vinha desenvolvendo e promover outros, com a finalidade de fazer crescer a sua terra. Este contraiu matrimonio com Vitalina Maria de Jesus, a qual residia com, seus pais na Lagoa do Bé, próximo do Sitio Almas. Todo ano, era de praxe, haver novena com homenagem a Santo Antônio, no lugar Lagoa do Bé. Por este motivo, o santo era conhecido por: Santo Antônio de Bé. Assim, Joaquim Pereira tendo oportunidade de ir às festas do santo referido conheceu Vitalina e consequentemente chegaram ao casamento.
Voltando ao assunto de moradia, foi anunciado com segurança que, a primeira residência feita no Riacho do Meio, ficava um pouco além das últimas casas de hoje, na direção nascente, já em terreno que se chamava de tabuleiro. Aí onde teve lugar, a casa de Manoel José Velho e seu filho Manoel José Novo. Bem, este tratado último, foi realmente o primeiro realizado na história do lugar em questão. Depois da morte de seus genitores, Joaquim Pereira, continuava aqui, lutando e trabalhando pelo progresso da terra. Além da terra e bens que teve como herança, tratou de arranjar mais, através de compras, meio de aquisição, negócios. Joaquim Pereira ou Martiniano Pereira, como era conhecido. Na realidade, ele era Pai de Dezesseis (16) filhos, sendo onze (11) homens e cinco (5) mulheres. Seus respectivos nomes: Antônio (seu Tonho), Diolindo, Artur, Aristides, Agripino, Alfredo, José (seu Zé), Otacílio, João, Teodomiro, Maximino, Ercilia, Maria, Urânia, Ana (Nininha), e Francelina (Beata).
Retrocedendo um pouco, acha-se por bem aqui, repetir os nomes dos filhos de Francisco (Chico Pereira), como era mais conhecido no tempo. Nomes de esposos e esposas. Joaquim Pereira casado com Vitalina, Sabino com Alexandrina, Serafim com Anorata: deste casal surgiu um filho, o conhecidíssimo Mestre Teotônio, era o professor da época, naquela comunidade, Antônio com Antônia José com Tereza (xará de sua cunhada), Manoel com Vicênça, Balbina com Paulino, Tereza com Francisco, também conhecido por Chiquinho e por último, Maria casada com Beijamim. Mudando um pouco para mais distante o assunto, deve-se dizer o seguinte: É muito evidente que a família Pereira desde cedo, concorresse, ou melhor, participasse, no surgimento da futura Cidade de Cajazeiras, visto tratar-se de uma região, onde fornecia capacidade suficiente para tal. Até então, tratava-se do Sitio Cajazeiras, do Senhor Vital de Souza Rolim, casado com Ana Francisca de Albuquerque (mãe Aninha). Depois dessa fase e ainda em se tratando de Joaquim Pereira, houve o seu desaparecimento. Mas apesar disso, graças ao dinamismo dos seus filhos, houve na época o maior desenvolvimento até então visto no setor. E até podemos dizer que, Joaquim Pereira, foi herdeiro que teve prioridade, na terra que lhe serviu de berço, pois resolveu nela morar até sues últimos dias.
Os novos dirigentes procuraram ampliar o movimento industrial do Engenho de pau, movido a bois, transferiram para Engenho de Ferro. A principio tratava-se assim, de Engenho de Ferro puxado a bois, logo depois, foi organizado o mesmo, puxado isto é, locomovido a motor. Assim durante certo espaço de tempo, todos os herdeiros de Joaquim Pereira, levavam essa luta em sociedade, com um trabalho árduo, corajoso e diligente, Depois aconteceu que dois (2) dos herdeiros, cada qual por sua vez, compraram e organizaram motores, com a finalidade de beneficiar algodão (descaroçar). Primeiramente foi o herdeiro Diolindo, que nos idos anos de 1920 a 1921, comprou um maquinário, para trabalhar em algodão, conforme foi dito, um pouco antes. Com três (3) ou quatro (4) anos depois, Antônio Pereira (seu Tonho), também seguiu o mesmo exemplo, comprando o seu motor, com a mesma finalidade. Seria até desnecessário dizer que era grande a concorrência de agricultores que levavam o seu algodão, para ser beneficiado ou mesmo vender em caroço, em rama como muitos chamavam.
Mesmo havendo dois (2) concorrentes, Seu Tonho e Diolindo, ainda assim era grande a demanda, na venda do produto. Pois esse movimento chamava a atenção, não só dos lugares próximos, mas até, mesmo de lugares, com várias léguas de distância. Nessa época, o Sr. Diolindo por sua vez, tomou a iniciativa de organizar uma oficina para ferreiro, onde trabalho vários anos como ferreiro. Esse movimento ficava bem contento do seu dono, pois era ligado na própria residência. Deve-se aqui lembrar que tanto seu Tonho como Diolindo, além da luta como empresários de algodão também cuidavam com os demais irmãos, na luta da cana, na fabricação de rapaduras, E além desse labor, eles não desprezavam jamais, o cultivo da agricultura rotineira nordestina. Assim, fica bem claro que, os dois irmãos falado acima, exerciam um triplo trabalho: Beneficiamento de algodão, fabricação de rapaduras e trabalhos agrícolas. A família deixada por Francisco Pereira (Chiquinho) crescia assustadoramente. E assim o mais novo é claro, tiveram a tendência de procurarem novos rumos. É lógico que, aquele que seguia para outro lugar, primeiramente vendia (pelo menos a maioria), sua herança.
Artur foi o primeiro a se afastar, indo morrar no Tipi, lugar pertencente ao Estado de Ceará. Alguns anos após, Teodomiro também seguiu o mesmo destino, indo residir também no Tipi. Agripino radicou-se num lugar denominado Bodes, com menos um pouco de léguas, para seu lugar de origem. João Pereira seguiu para Caiçara, próximo de Riacho do Meio, José Pereira (seu Zé) foi para Terra Molhada, Maximino, para são Bartolomeu, Maria, seu marido era chamado de José Béco de Andrade, este casal radicou-se por vários anos no Sítio Serrote Verde, mas terminaram seus dias de vida no Sítio Riacho do Meio, Ercília, casou-se com um membro da família Pessoa (José) o qual residia no Sítio Almas e para lá o casal foi residir, Urânia, casou com Higino Moreira, foi residir com o na Arara, Ana (Nininha), casou com Joaquim Damião, residiram vários anos em Almas e terminaram seus dias de vida no Riacho do Meio. Francelina (Beata), esta casou com um irmão do esposo de Ercília e o seu nome era Epitácio, este residia em Almas, mas depois de seu casamento, veio se radicar no Riacho do Meio.
Depois desses acontecimentos Diolindo Pereira resolveu vender seus maquinários, cessando assim, o seu movimento, no que se diz respeito ao trabalho do algodão. Pois achava que a sua luta já passava da expectativa ou que seja do normal. Isso se deu no ano de 1930, cujas informações foram dadas por um filho do acima citado. Com este gesto, ele ficaria, mais a vontade para luta de moagem da cana e o trabalho de sua agricultura. Este mesmo caso aconteceu com Seu Tonho que, no ano de 1934, negociou também o seu maquinário. E assim juntamente com seus irmãos, cuidavam da dita moagem e trabalhos agrícolas. Fala-se de irmãos daqueles que não venderam suas terras, especialmente dos que ficaram morando no Riacho do Meio. No ano de 1958, falece seu Tonho, e entre seis (6) e sete (7) anos após desaparece Diolindo. Assim este local, ficou por conta dos descendentes deste último e dos provenientes de Seu Tonho. Sim acho ainda conveniente falar, embora de leve, sobre o caso: motor do Seu Tonho. Quando este foi negociado (vendido) os trabalhos de descaroçamento, já estavam praticamente parados, desde dois (2) a três (3) anos antes do ocorrido.
Em seguida, devo dizer com certeza intensidade que quase nada falei até aqui, sobre o criatório de animais domésticos. Desde a atuação de Francisco Pereira que foi incentivado na terra, o uso da pecuária. Deve-se acrescentar ainda todos aqueles que pertenciam a família, tinham o seu criatório. Embora proporcional as suas possibilidades. Seria até desnecessário dizer que sobre os criatórios galináceos (vários tipos), mesmo aqueles que eram moradores do lugar, tinham também o seu criatório. Continuando, verifica-se que seu Tonho e Diolindo, foram os que mais progrediram no criatório, aliás, mesmo na pecuária, porque suas condições eram suficientes. Isso se acredita, que era na fase dos anos de 1928 a 1931.
Mas acontece que, motivo desconhecido, Seu Tonho continuava progredindo, enquanto Diolindo passava a regredir paulatinamente. E assim pode-se verificar que os herdeiros deste último, foram menos contemplados nas suas heranças. Pelo exposto se vê que Riacho do Meio espontaneamente, teve os seus pontos altos, embora que quase no mesmo ritmo ia caminhando para um ponto menos elevado. Continuando a luta, notava-se com clareza, que a maioria, parecia concorrer com o regresso da Terra. Isso se achava que os concorrentes eram os herdeiros, tanto de um lado como do outro. Acho por bem aqui, falar um pouco do herdeiro Otacílio Pereira, pois foi um, que concorreu um pouco a favor dos seus filhos e da sua Terra. Este até o amadurecimento de sua idade trabalhava incansavelmente ligado aos seus filhos.
Continuando o assunto regresso, é muito notório que o lugar teve seu lado negativo por vários anos. Porém este ponto fraco também acontecia nos lugares circunvizinhos e porque não dizer, em quase todo o Nordeste. Mas o pivô de toda essa história está na cara (dito popular), é a estiagem ou seca nos sertões nordestinos. Assim esse drama, já vem de muitos anos, especialmente de 1930 até nossos dias.
Mudando de rumo, acha-se viável, falar ainda sobre o mestre Teotônio, filho de Serafim e Anorata, sendo ele um dos netos de Francisco Pereira (Chiquinho). Professor Teotônio, ou mestre como era mais conhecido na época, foi exatamente o primeiro mestre Escolar que se tinha conhecimento na história de Terra.
Sim é justo dizer que os mestres ou professores da época, não tinham cultura, pois se sabe que naquele tempo não havia oportunidade para tal fim. Assim se pensa até no dizer popular “Toda roupa serve ao nu”. Mas outro, com pintas de quem sabe: o homem é o produto do meio.
Conforme os que conhecem a história do lugar, afirma que o mestre Teotônio ensinou vários anos no Riacho do Meio, isso sem duvida, de 1899 até 1915. O certo é que, durante a luta do acima citado como mestre havia também outros concorrentes (colegas). Embora estes na sua maioria, tomavam parte no alunado ou agiam como auxiliares do próprio Teotônio. Naquele tempo, os professores (Mestres) ensinavam por contratos.
O período de ensino na ocasião costumava ser, de um mês, dois meses, ou até quatro meses no máximo, durante um ano. Acontecia que, não havia residência fixa, para esse tipo de trabalho. O professor lecionava um mês em uma residência, dois meses em outra, etc. Acontecia também muitas vezes, que o contrato no ensino ficava a critério do dono da casa. Neste caso o dono do prédio onde funcionava a escola, era quem cobrava, isto é recebia o pagamento dos alunos, ficando ele responsável a prestar contas ao professor. Quando assim acontecia, cabia ao professor, ensinar grátis aos filhos da casa, onde funcionava a escola. Esse movimento era de praxe até entrar em ação, no período de verão (seco), porque durante o inverno, professores e alunos, obrigatoriamente tinham de trabalhar na roça. A fase mais apropriada para esse fim era mais comum, depois do mês de julho. Mesmo assim, não era frequente o referido movimento, em uma mesma localidade. Muitas vezes o pai de família com vontade e boas intenções, mesmo sendo do Riacho do Meio, dos Cocos ou Bé, teriam que deslocar seus filhos para uma escola, com duas ou três ou mais léguas distantes.
Em resumo: era bastante irregular o ensino particular de então. Entretanto em nosso meio, persistia este sistema das letras, até a década de quarenta (1940), quando antes do final dela, foi implantada em Riacho do Meio uma escola pública Estadual. Com dez (10) ou quinze (15) anos depois a Prefeitura Municipal de Cajazeiras também concorreu, para o desenvolvimento dos alunos, mantendo também uma professora na referida escola. Entretanto essa dupla ação do Estado e Município, ainda continua atuando nos dias atuais. Apenas há, conforme opiniões da maioria dos habitantes locais, certo deslize, em referência ao tempo passado, porque naquela ocasião, havia mais interesse, no que diz respeito à produção da aprendizagem ao passo que atualmente a coisa anda um pouco vagarosa.
Porém o que se pode observar é o seguinte: naturalmente com o crescimento da população, deve ter crescido também a má vontade do povo, ou que seja da classe estudantil com relação ao estudo. Embora que, se reparando bem, devia ser ao contrário, pois assim teria naturalmente, maior número de cabeças pensantes. Entretanto, acredita-se que atualmente, o problema sobre o pouco interesse, com relação ao estudo, não é o local nem do Estado, e sim Nacional.
Mudando o rumo sobre o assunto anterior, é muito importante dizer que Riacho do Meio, tenha contribuído muito para a grandeza de Cajazeiras. Porque a maior parte dos produtos agrícolas comercializados, nesta Cidade, como: banana, rapadura, farinha, algodão, enfim cereais. Até mesmo o comercio sobre a pecuária, também ali se fazia presente. Era pequeno, aliás, diminuto, o tráfego que esse povo mantinha com São José de Piranhas. O mercado mais grosso e atuante era mesmo com a Cidade do Padre Rolim. Até aqui, tem-se relatado com frequência a historia da família Pereira, enquanto quase nada se tem dito, sobre os Pessoas. Pelo que se sabe, da atuação Francisco Pereira por diante, começou a haver entrosamento entre as duas famílias. Os Pessoas tem grandes afinidades, com a maioria dos descendentes de Riacho do Meio. Pelo que tudo indica, Joaquim Martiniano Pereira, foi o primeiro, conforme foi anunciado antes, a se casar com Vitalina que residia no Sítio Almas. Lá já morava sua irmã Francelina, que era esposa de Antônio Pessoa de Abreu, bastante conhecido naquela região. Posteriormente a isso, houve um verdadeiro intercâmbio, entre Almas e Riacho do Meio, com relação a casamento. Neste sentido foi badalado antes, de filhos de Joaquim Martiniano, que se casaram com familiares de Almas. Quanto à origem desta localidade, e a procedência de seus primeiros habitantes, não se tem no momento, coisa definida. Calcula-se, ou melhor: cálculo aproximado faz ciente que logo após o ano de 1800, começou haver aí, impulso de progresso, embora de maneira muito lenta. Cogita que de inicio, os moradores tratavam da criação e gado e em seguida à agricultura. Fala que a maioria dava preferencia a pecuária, porque Almas e adjacências possuíam terrenos planos favoráveis a esse tipo de coisa.
Assim lagoa do Bé, Araçás e outros lugarejos circunvizinhos também seguiam o exemplo acima. Aqui se acha conveniente lembrar que parte de Lagoa do Bé, Araçás e regiões vizinhas, pertencia a Antenor Navarro (São João do Rio do Peixe). Aqui em vez de falar de luta, trabalho e coisa parecida, vamos registrar nomes que se ligam com gentes dos Abreu e Pessoa: Ana de Sousa. Maciel e familiares, procedentes de Lagoa do Bé e Araçás, José de Abreu Pessoa e sua esposa Simplícia Barbosa, que eram procedentes de Umbuzeiro – PB. Este casal possuía vários filhos como: Antônio Pessoa de Abreu, Amâncio, Cosmo, Damião, Vituriano, Berlamino (Belo), Domingos, Joaquim e Maria Luíza, Ana (aninha) e Ângela.
Segundo fontes, o avô paterno destes era: Joaquim de Abreu, sendo ele, o primeiro a encabeçar a família na região. Por outro lado, vem de lembranças das irmãs: Francelina Pessoa e Vitalina de Sousa casadas respectivamente com: Antônio de Sousa e Joaquim Martiniano Pereira. Elas tinham ainda outros irmãos como: João, José, Rosa, Josefa, Ana Maria, Conceição, Umbelina e Inês. Os pais desta gente eram: José Carolino de Sousa e Ana Maria de Sousa sendo eles naturais do Riachão, município de São José de Piranhas – PB.
Parte da família Pessoa, que começou a se concentrar pelo sertão Paraibano, nos munícipios de Cajazeiras, e São João do Rio do Peixe, atualmente pode-se dizer que esta gente se acha disseminada pelo Brasil interior. É claro e notório que Epitácio Pessoa o ex-presidente e João Pessoa ex-governador da Paraíba, seu sobrinho, são naturais de Umbuzeiro-PB. Ai muito da família se radicaram, outros tomaram rumos diferentes. Em Fortaleza - CE existe parte dessa gente, sendo ela oriunda de Domingos Pessoa, que deixou a Paraíba, em época um pouco distante. Esse Domingos tinha a alcunha de Brasileiro. Sendo assim, mais conhecido por: Domingos Brasileiro.
Fugindo um pouco do assunto, acho conveniente dizer, que alguns Cajazeirenses nos anos de 1934 a 1937 não aceitavam de bom humos que Epitácio Pessoa e João Pessoa fossem parentes desses “Pessoas” sertanejos, especialmente de Cajazeiras. Acontecia que nessa ocasião, estudava no colégio Diocesano Padre Rolim, da referida Cidade, um familiar que ali gozava desse privilégio. E assim alguns colegas e contemporâneos do estudante Pessoa, procuravam fazer movimento critico e humorista, em torno de seu sobrenome. Alguém dizia: olhem o Pessoa! Ele é sobrinho de Epitácio! Ou então: João Pessoa é tio dele! Esse movimento rendeu alguns dias... Uns três (3) ou quatro (4) meses no máximo. Porém tal fato acredita-se não se deve levar em consideração, porque se tratava de rapazes, jovens ou crianças estudantil. Foram esses alguns Cajazeirenses conforme já se havia dito anteriormente, que não aceita de bom grado, que sertanejos de Cajazeiras, pertencessem à família dos grande Pessoa: Epitácio e João.
Ainda lembrando aquele ligeiro episódio ou brincadeiras, com relação ao estudante Pessoa, por curiosidade talvez, o diretor deste Educandário: Padre Vicente Freitas, chamou o referido estudante para uma conversa intima, em seu Gabinete. Daí, o diretor passou a tratar com seu aluno alguns termos amistosos. Em seguida o mesmo Padre Vicente, perguntava se o estudante Pessoa pertencia à família dos Abreus de Almas, Araçás e vizinhanças. Com a resposta positiva, o diretor afirmou que, assim sendo, tratava-se realmente de um parente próximo dos dois Estadistas. Epitácio e João. Os pais e partes dos familiares do saudoso Padre e depois Monsenhor Vicente, moravam em São João do Rio do Peixe-PB naquela oportunidade. Do exposto se vê que houve aí uma justa veracidade, sobre o caso, desde que quem estava afirmando, ou melhor, reafirmando o assunto era uma criatura virtuosa que jamais mentiria.
Acontece que com relação ao nome do colégio, acrescentando Diocesano Padre Rolim, sempre muita honra para Cajazeiras e toda a família Rolim. Entretanto com a direção dos padres Salesianos no referido educandário houve uma ligeira troca de nome. Assim o Colégio passou a se chamar Colégio Salesiano Padre Rolim. Esteve como Salesiano assegura-se uns cinco (5) anos, passando novamente para Diocesano. Deve-se salientar que, no tempo dos Padres Salesianos era a Diocese de Cajazeiras, dirigida pelo Bispo Dom João da Mata de Andrade Amaral. Foi este o segundo Bispo a tomar posse na Diocese de Cajazeiras, em substituição ao Cajazeirense, Dom Moisés Coelho.
Ainda lembrando, família Pessoa no colégio se Cajazeiras, consta que até ao final da década de quarenta (40) foram poucos os que iam frequentaram. Dai por diante foi crescente o número de crianças e jovens que lá frequentaram. É conveniente também se afirmar que essa gente, ou melhor, parte desta família também frequentavam outros educandários da Cidade. Indo mais além, deve afirmar que logo que após a referida década, vários jovens desta família, logo que finalizavam o curso primário e secundário se dirigiam a outros educandários do país, especialmente os da Capital paraibana.
Dando sequência ao assunto, informantes dessas notas gostaria que o nome do estudante Pessoa continuasse no anonimato. Não porque ele se envergonhasse com o ocorrido, pois essa criatura além de esta se educando num colégio ao mesmo tempo gozava do privilégio de ser parente de uma família importante.
O motivo principal e exato era a modéstia coisa muito peculiar para a maioria dos nordestinos e paraibanos em especial. E incentivado por uma pessoa íntima, essa criatura resolveu dar nomes aos bois, conforme o dizer vulgar. O estudante Pessoa, segundo já foi debatido, trata-se da mesma criatura que vem a fornecer essas notas: algo sobre Riacho do Meio, família do seu próprio sobrenome, sobre Almas, etc. Conforme já foi anunciado ele nasceu em Riacho do Meio e deve-se acrescentar que o seu nascimento, aconteceu na casa dos seus avós paternos: Joaquim Martiniano Pereira e Vitalina Maria de Jesus. Foi batizado com o nome de Tonheiro. Seus pais Agripino Pereira de Souza e Ana Pessoa de Abreu (Donana). Era o primeiro filho do casal, cuja data de nascimento se deu em 15 de janeiro de 1918. Em seguida apareceram mais cinco (5) irmãos, chamados: José (falecido), Francisco (Chicola) e em seguida mais três (3) do sexo feminino: Maria (Aiá), Maria (esposa de Antônio Francisco) e Mailda (já falecida).
Nas alturas dos anos de 1923, o casal Agripino e Donana, também seus filhos, é claro, seguiram para um lugar denomindado Bodes. Distante uns cinco (5) quilômetros da terra natal, ficando na direção Oeste. Aí, Agripino continuou na sua profissão de agricultor, numa pequena propriedade que havia comprado a um herdeiro local. Com a continuação e gradativamente, o mesmo comprou o restante da propriedade Bodes, a cinco herdeiros existentes.
Agripino ao chegar a sua nova terra, tinha apenas três (3) filhos, na recente morada, apareceram mais dois (2). O mesmo progredia e continuava trabalhando, satisfeito ao lado de sua família. Acontecia que naquela oportunidade ele se deparava com bons anos de inverno, fazendo assim bastante fartura, com especialidade na produção do algodão. Também incentivava o plantio do milho, feijão e até mesmo o do arroz. Por outro lado, também estimulava os filhos para as letras, aliás, coisa muito rara e difícil, para aquele tempo. Mesmo assim quando aparecia lá próximas do seu setor, uma escola ou que fosse até, com duas ou mais léguas de distância, a chamada escola particular, costumava colocar seus filhos na mesma. Conforme o que se sabe da história passada com relação ao ensino, se ver que era muito difícil a criança da roça aprender a ler. Pois o estudo além de deficiente era pago. E assim, notava-se que a dificuldade era para a criança pobre, porque além de ser preciso pagar ao professor, tinha que deixar de ajudar ao pai carente. Isso, até mais ou menos nos anos de 1945 ou 1946, quando daí por diante, começou aparecer algumas escolas públicas, municipais ou estaduais pelos Sítios, porque até então, só havia nas Cidades.
Continuando a falar a respeito do proprietário Agripino, este notou que seu filho mais velho, o primeiro, aliás, era também o primeiro na dedicação pelas letras. E este seria justamente em dias futuros aquele estudante que foi criticado e vaiado no Colégio Diocesano Padre Rolim, pelo simples motivo, como já foi visto, por acompanhar ao seu nome, o sobrenome de Pessoa! Entretanto um belo dia, Agripino que já havia combinado com sua esposa, chama a atenção de Antônio (Tonheiro) e lhe fala desta maneira: Tonheiro combinei a pouco com a sua mãe, no sentido de colocar você no colégio. Tem coragem de ir mesmo? Com isso foi grande a alegria do Antônio, pois aquela notícia para ele parecia um sonho, ou que fosse uma visão. Um verdadeiro fantasma. Assim a sua alegria foi extrema ficando no momento bastante emocionado. Imediatamente e com os olhos lacrimosos, abraça a seus pais, ao mesmo tempo dando o sim, com relação ao ingresso para o aludido colégio. Com a resposta positiva de seu filho, Agripino, tratou de imediato, fazer a matricula do mesmo.
Procurou em Cajazeiras um amigo seu, a fim de colocar o filho em sua casa e sobre os seus cuidados. Assim, foi Antônio matriculado em regime de externato, por que ficariam mais amenos as despesas e ao mesmo tempo, teria maior liberdade de conversar com seus pais e familiares. Esta matricula se deu no inicio do ano de 1934, no curso elementar, conforme se chamava na ocasião. Naquela época as classes nos colégios, talvez aqui na Paraíba, compreendiam: curso infantil, elementar e admissão, isto se tratando de curso primário ou básico; e do primeiro ano ginasial.
Conforme o assunto acima, Antônio que tinha sido matriculado no curso elementar, depois de junho do mesmo ano, foi promovido para o curso: Exame de Admissão. E assim, no final do referido ano, concluía este curso. Em 1935, esse moço fez o primeiro ano ginasial. No ano de 1936 ingressou no segundo, mas por motivo de ser acometido por uma febre tifoide, foi prejudicado no referido ano. No ano seguinte continuava o seus estudos e assim sucessivamente, quando em 1940, concluía o curso ginasial. Na época, o dito curso, finalizava na quinta série ginasial. Hoje essa quinta série, conforme informação segura equivale ao primeiro ano científico ou primeira série do segundo grau. Aqui um ligeiro detalhe: a permanência desse ex-aluno como externo, era na residência de um amigo de seu pai: O Sr. Justino Neco de Alencar, situada à Rua da Tamarinas, Cajazeiras-PB.
Essa criatura em destaque teve que voltar ao convívio de seus pais, na zona rural, porque a sorte não lhe deu condições, de seguir uma determinada carreira, ou concluir uma formatura. Naquela época, era muito difícil, um sertanejo em especial, um agricultor medíocre, conseguir formar um filho. Basta dizer que, para chegar até ao ponto em que este aí chegou, já era muito difícil, e para alcançar uma formatura, recebendo seu anel de Doutor, podia dizer que seria impossível. Com o retorno a zona rural, esse moço ao lado de sua família, dividia o tempo com a agricultura e também com as letras. Assim se fala, porque em vez ele era convidado entre a vizinhança para ensinar particular por alguns meses. Como professor (mestre escola), procurava ensinar como aprendeu.
Em 1942, época em que reinava a segunda grande guerra mundial, foi convocado para Campina Grande-PB onde por pouco tempo, teve encostado na Cia de Metralhadora. Conforme muitos sabem neste período o Brasil coube também a tomar parte na guerra. E assim muitos paraibanos tiveram a obrigação de concorrer também com suas parcelas. Daí resulta que Antônio não foi à guerra pelo contrário foi até dispensado das fileiras do exército. Acontecia que já havia um irmão seu (Chicola), permanecendo no exército, por sinal já graduado (cabo). Segundo uma lei criada na ocasião, de cada família apenas um filho ficaria nas Forças Armadas. Por este motivo, Antônio voltou para junto de seus familiares, enquanto seu irmão caminhava para o campo de batalha, na Itália.
Enquanto este ia ao campo de luta, o outro que já se encontrava com seus pais, conseguiu em breve um emprego. Isto aconteceu numa chamada: Comissão Nacional de Estrada de Ferro. Antônio teve que ir a Natal (RN) onde a aludida Companhia tinha a sua sede. Seu chefe chamava Francisco Xavier Pacheco, onde se dizia engenheiro. Essa companhia ou Departamento Nacional competia apenas em estudos sobre estradas de ferro. Era até curioso se falar, numa nova e futura estrada de ferro, a partir de Natal, pois já existia uma antiga estrada de ferro, ligando terra Rio Grandense à Paraíba.
A ideia para estudo, em se pensando na construção de uma linha férrea, era justamente porque a antiga não oferecia boas condições para tráfego, pois era bastante pesada e inconveniente. Isso consistia num trabalho minucioso onde o engenheiro e seus auxiliares cuidavam com muita cautela dos serviços topográficos. Essa luta acontecia pelos anos de 1943 a 1944. Alguns funcionários tinham dupla função, porque trabalhavam no campo, em determinados dias, enquanto outros trabalhavam em escritório, em serviços referentes à topografia. O engenheiro chefe deste trabalho, depois de concluir toda a sua tarefa de campo, nas terras do Rio Grande do Norte, dirigiu-se para Campina Grande. Aí foi finalizado o restante dos serviços topográficos sobre o trabalho que se vem de referir.
Em seguida o chefe desta luta e mais dois auxiliares seguiram com direção ao Piauí e ao Maranhão, para tratarem de novas tarefas. Em Teresinha houve uma ligeira participação da mesma luta e em seguida com já previsto prosseguia lentamente nas terras Maranhenses, chegando até as terras Paraenses.
Afinal veio o pior, em detrimento aos próprios funcionários da citada estrada em estudo. Foram suspenso ou extinto todos os trabalhos da chamada Comissão Nacional da Estrada de Ferro. É importante dizer que nessa Comissão, havia vários funcionários e de quilates diferentes de acordo, a missão de cada um. Embora a maioria deles, só eram contratados no Estado ou setor onde funcionavam os trabalhos. O que se deve ainda acrescentar sobre a inconveniência de tal serviço, é que não havia estabilidade, pois se tratava de serviços particular de engenharia. Mas por outro lado as condições no trabalho eram de alto nível, isso se fala sobre o que se refere ao ganho do funcionário, pois para a época ele era bem remunerado. Além disso, havia por parte dos superiores um tratamento condigno. Até faz lembrar aquela conversa do pregador: bons tempos, por poucos tempos!
E assim esse mesmo que escreveu essas notas conforme foi dito antes, e que se integrava no dito trabalho, teve que voltar a Cajazeiras, buscando assim novamente o convívio dos seus amigos e parentes. Portanto esse Cajazeirense do Riacho do Meio chegou a sua Cidade, no final de 1944 e por coincidência em 31 de dezembro, véspera de ano novo, com diz o nosso povo. Teve, portanto a oportunidade de assistir a festa de ano novo, embora que, junto a poucos familiares. No dia seguinte dirigiu-se ao Sítio Bodes, quando pode rever e abraçar cordialmente, seus pais, manos, parentes e amigos. Na ocasião do ano recente, estavam abertas as portas do ano de 1945 e nesta temporada coincide ou coincidiu o final da Segunda Guerra Mundial, oito (8) de maio.
Aqui estando esse rapaz procurou lutar com lhe convinha e como podia. Participou de um misto de trabalho como fosse: agricultura, comércio e professor rural (ensino particular). Com relação a trabalho comercial, exercia apenas funções de auxiliar de comércio. Essa função se restringia apenas a lojas de tecido como: Lojas Pernambucanas e até lojas particulares. Aí exerceu várias ocupações: caixeiro (ou balconista), isso sempre foi de praxe para tal tipo de luta (no ramo de tecido), trabalho em caixa e auxiliar de escritório.
Com e entrada do ano de 1948. Foi mudado bastante o destino deste rapaz. Pois uma vida considerada um pouco agitada, o destino o levou para um caminho mais calmo e pacífico. Sim dito mais calmo e pacífico, dando a entender que a diferença não é muito grande, porque o trabalho do ensino também é muito intenso, para quem cumpre certo a sua tarefa. Foi, entretanto neste ano de 1948 nomeado professor público estadual de Riacho do Meio. Isso já em substituição a professora Betiza, conforme Riacho do Meio conhece bem. Tratava-se de uma Cajazeirense, cuja residência na cidade ficava na rua Dr. Coelho. Ela a professora havia exercido sua função durante dois (2) anos. Por motivo justo a mesma teve que se ausentar dando assim oportunidade a outro ocupar sua lacuna.
Conforme já ficou claro, o rapaz a substituir a professora Betiza foi sem dúvida alguma o ex-estudante do colégio Padre Rolim e ainda mais recente na época, o mesmo ex-funcionário do Serviço em Estudo sobre Estradas de Ferro. Tratava-se, portanto de: Antônio Pessoa de Abreu (Tonheiro), nome que achou por bem herdar de seu avô materno. E este esteve muitos anos de sua vida radicando no Sitio Almas, embora de vez em quando, dividia o seu tempo, entre Almas e Araçás.
Quanto ao professor, iniciou sua luta como solteiro, mas com cinco (5) anos depois conseguiu casar com uma prima e sua ex-aluna, Mariana de Souza Abreu (já falecidos), tiveram oito (8) filhos: Francisca (Suzete), casada com o bancário do BNB, Adiel Góes de Figueiredo, são pais de três filhos: Adiel Junior, Adailton Pessoa e Ana Cristina; Ivete casada com o eletricista, Aglairton Batista Rolim, são pais de duas filhas: Aa Isabele e Fiama; Lucinete, solteira; Gilberto casado com a professora municipal, Raimunda Nonato Ferreira Pessoa, são pais de duas filhas: Gabriela e Mariana; Humberto, casado (separado) com Francisca Lima Pessoa (bilica), são pais de dois filhos: Jefferson e Jéssica; Margarete, casada com o comerciário José Neto Pinheiro, são pais de duas filhas: Mayara e Mayrla; Alberto, casado com Francisca Francielma Campos Pessoa e Edilberto, casado com Edjania Pereira de Arruda. Durante doze (12) anos exercia a sua profissão só, claro, sem ajuda de ninguém. Depois consegue professora auxiliar, mesmo remunerada pela Prefeitura. Seu programa de ensino era obedecido, conforme as regras do Ensino Primário. A escola compreendia, do primeiro ano até o quarto ano. Porém, o primeiro ano era dividido em duas (2) classes: primeiro ano “A” e primeiro ano “B”. Essas classes ficavam a cargo da professora municipal enquanto as demais ficavam com o professor Tonheiro.
Acha-se conveniente fazer no momento, uma observação, informando que, só a partir do ano de 1952, apareceram os primeiro concluintes da Escola. Tratava-se de alunos considerados aptos a continuar seus estudos, em referência ao segundo grau. Embora que alguns não podiam seguir, não contava com tal oportunidade, tratando-se de filhos de pais carentes. Porém o que se fala e o que ficou registrado é que desta data acima até o ano de 1975, houve a maior afluência de alunos do badalado Riacho do Meio, aliás, na sua maioria, aqueles que já haviam concluídos os seus estudos primários.
No entanto, é gratificante se escrever e ainda mais ler ou ouvir que muitos alunos que concluíram o que apenas passaram por essa escola como estudante, são atualmente pessoas formadas.
O primeiro a se formar, tratava-se do Dr. Irineu Francisco (odontólogo), era residente no Sitio Bé deste município, filho do agricultor, senhor João Francisco e Dona Maria Francisco. O Dr.Irineu reside atualmente na cidade de Guarabira-Pb, onde as casou e constituiu família. O imediato foi o Dr. João Pessoa de Souza (Dr. Pessoa), médico psiquiatra e filho da terra. É casado com a odontóloga Dra. Maria Helena Pessoa Chaves. O Dr. Pessoa é Diretor presidente da clinica Psiquiatra, Santa Helena e Diretor do Hospital Regional de Cajazeiras. Depois aparece também como médico, o Dr. Antônio Vituriano de Abreu, proprietário do Hospital ortopedista Alberto Sabin e prefeito de Cajazeiras até 1993. Foi candidato a deputado federal em 1994, chegando à segunda suplência. É casado com a odontóloga Dra. Maria de Fátima Souza de Abreu.
Continuando com pessoas ilustres, temos José Vituriano Pessoa, portador do segundo grau, que ocupou a tesouraria da Prefeitura de Cajazeiras, na gestão do seu irmão Vituriano, o Vavá, como é conhecido, é casado com a cajazeirense, Iraneide Vituriano de Abreu. José Francisco de Abreu, formado em Licenciatura Plena em Ciências, dedicou-se por alguns anos ao magistério. Foi diretor do Colégio Estadual, Crispim Coelho e logo após dirigente do Nono Cred (Nona região de ensino), sendo atualmente, funcionário de carreira do Banco do Nordeste do Brasil, agência de Cajazeiras-PB. É casado com a bancária, Rivânia Nogueira Abreu. José de Souza Andrade, comerciante em Cajazeiras casado com Deusirene de Andrade Pessoa, esta ex-aluna, não concluinte. Antônio Pereira Neto, radicado em São Paulo já por vários anos, funcionário da fabrica de automóvel Volkswagen, casado com sua parente, Francisca Vituriano Pereira (também ex-aluna). Gilberto de Abreu Pessoa, formado em Ciências, funcionário da prefeitura e atualmente exerce um mandato de vereador (1994). Humberto de Abreu Pessoa, funcionário das gráficas Cajazeiras.
Com relação às alunas do Riacho do Meio, muitas se dedicaram ao magistério: Ana Maria de Abreu tem curso Pedagógico e é professora estadual no Colégio Dom Moisés Coelho. Casada com José Epitácio de Abreu (também ex-aluno do Riacho do Meio). Maria Eunice de Abreu Timóteo, formada em Pedagogia e Química Biológica, também é professora estadual no Colégio Dom Moisés Coelho. Casada com João Timóteo Filho (Vandui). Maria de Fátima Souza Vilante terminou Científico, casou-se com o economista José Nogueira Vilante. Este casal foi atingido por tragédia no dia 11 de Dezembro de 1994, quando Fátima, usando um revolver, desferiu quatro tiros em seu esposo e logo após um em si mesmo. Deixaram dois filhos menores de nomes: Leandro e Leonardo (em homenagem a dois antigos jogadores do Flamengo). Francisca pessoa Dutra, formada em letras, funcionária estadual, atuando no centro Social Urbano, casada com Figueiredo (Suzete), formada em História (não exerce a função). Ivete de Abreu Pessoa, formada em Pedagogia e tem o curso de nível médio em Enfermagem é funcionária do Banco de leite. A Senhorita Lucinete de Abreu Pessoa, fez o segundo grau, é funcionária do Hospital regional exercendo a função de Administradora do Hospital.
Para encerrar as citações de ex-alunos (as) conforme se vem processando, ainda escreve-se o nome de Maria de Fátima Abreu. É formada em Ciências e professora estadual no Ensino Supletivo em Cajazeiras. É casada com o Sr. José Pereira Alves, funcionário estadual e vereador de Cachoeira dos Índios. Assim, além desses ex-alunos, havia muitos outros que convenientemente, não serão anotados.
Houve um fato até curioso, na sequência da Escola Riacho do Meio. É que, a terceira pessoa na ordem a ocupar o ensino como professora foi Ana Maia de Abreu, ela casada com José Epitácio de Abreu, segundo foi dito antes e que se trata ainda de um funcionário da CAGEPA (local). Acha-se por bem acrescentar, que esta professora, depois de atuar seis (6) anos no Riacho do Meio, conseguiu transferência para Cajazeiras. Ainda sobre esta conforme foi esclarecido antes, pertence também ao quadro de ex-alunos. Assim, como é muito natural, quando alguém deixa uma função, em geral aparece um substituto. E, com alguns dias depois, a professora Ana Maria de Abreu, é substituída pelo professor Lourival Alencar. Ele é portador do curso pedagógico Presentemente continua a ser este o professor responsável pela Escola do Riacho do Meio. Reside no Sitio Terra Molhada, vizinho ao lugar onde se liga a sua escola. Lá também pertence ao município de Cajazeiras.
Aqui a essas alturas, pretendia satisfatoriamente concluir este conto, ou melhor, a história parcial de familiares conhecidos e outros, que discorre através da história aqui referida.
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